terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A 11ª ELEIÇÃO MUNICIPAL DE CARNAUBAIS

No dia 05 de outubro de 2008 aconteceu a 11ª eleição municipal de Carnaubais. Três candidatos concorreram a chefia do executivo municipal. Pela situação e buscando a reeleição, o então prefeito Zenildo Batista que apresentou como vice Marlene, a viúva de Nelson Gregório. Pela oposição concorreram o ex-prefeito Luiz Cavalcante (Luizinho) que apresentou como vice José Nilson Caldas Costa (Nilson Dias) e o jovem Alan que apresentou como vice o também jovem Ademar Menezes.
            A maioria da população carnaubaense elegeu Luizinho e mais uma vez um candidato a reeleição da chefia do executivo municipal não conseguiu perpetuar de forma consecutiva o seu mandato.

            Luizinho e Nilson Dias foram empossados no dia 1º de janeiro de 2009 e governaram até o dia 31 de dezembro de 2012. Luizinho (na foto à esquerda) foi o 12º prefeito de Carnaubais, o 11º a ser eleito pelo povo, o 8º a governar na cidade nova e o 4º a ser eleito para uma segunda gestão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A DÉCIMA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE CARNAUBAIS

           
                 A décima eleição municipal de Carnaubais aconteceu no dia 03 de outubro de 2004. Houve dois candidatos. Pela situação e concorrendo a reeleição, Luiz Cavalcante (Luizinho), com seu vice João Liberalino de Oliveira (Joãozinho) e pela oposição o ex-prefeito Zenildo Batista (na foto à esquerda) com seu vice o também ex-prefeito Nelson Gregório, que refizeram a aliança rompida nas eleições de 2000.
            Foi uma das disputas eleitorais mais acirradas na história política de Carnaubais. No final da apuração, saiu vitoriosa a chapa da oposição por apenas 74 votos de maioria. E mais uma vez um prefeito não conseguiu se reeleger.
            Zenildo Batista e Nelson Gregório foram empossados no dia 01 de janeiro de 2005. O vice-prefeito Nelson Gregório veio a falecer no ano seguinte da posse e Zenildo governou até o dia 31 de dezembro de 2008.

            Assim como Valdemar Campielo e seu vice Nelson Gregório, Zenildo também foi eleito para um segundo mandato. Assim, ele foi o décimo primeiro prefeito de Carnaubais, o décimo a ser leito pelo povo, o sétimo a governar na cidade nova e o terceiro a ser leito para uma segunda gestão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A NONA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE CARNAUBAIS

           
           As eleições municipais do ano 2000 foi a nona eleição de Carnaubais, a primeira a utilizar a urna eletrônica e a primeira a permitir a reeleição de prefeito. Por causa desse último ponto, houve um desentendimento no grupo situacionista que culminou com um racha político entre o então prefeito Nelson Gregório que almejava a reeleição e Zenildo Batista que seria o próximo candidato da situação caso não houvesse existido essa mudança na configuração política.

            Por causa disso, quatro candidatos disputaram a chefia do executivo municipal: Nelson Gregório que apontou como vice José Pedro de Moura (Zé de Pedro), Zenildo Batista que apontou como vice Giany Wanderley, Luiz Cavalcante (Luizinho) que apontou como vice João Liberalino (Joãozinho) e Márcio André que apontou como vice Maria Letícia Paulino. Essa eleição também foi a primeira a ter um debate político entre os candidatos. O debate aconteceu no ginásio de esportes, onde os concorrentes apresentaram propostas e responderam as perguntas da população.

            Então, no dia 1º de outubro de 2000 a maioria da população carnaubaense elegeu Luiz Cavalcante (na foto à esquerda) como prefeito de Carnaubais. Para não quebrar a corrente de novidades desse período, foi a primeira vez que um prefeito foi empossado a meia noite, pois Luizinho assumiu a prefeitura na virada do dia 31 de dezembro de 2000 para o dia 1º de janeiro de 2001 e governou até o dia 31 de dezembro de 2004. Ele foi o décimo prefeito de Carnaubais, o nono eleito pelo povo, o sexto a governar na cidade nova e o primeiro prefeito a governar no século XXI e no terceiro milênio.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NOTA HISTÓRICA: EM CARNAUBAIS RECONFIGURAÇÃO URBANÍSTICA E NO BRASIL RECONFIGURAÇÃO POLÍTICA

             
Durante a gestão do nono prefeito de Carnaubais, Nelson Gregório, o centro da cidade passou por uma reconfiguração urbanística, pois a praça da época foi demolida e em seu lugar foi construída uma nova praça central. A cidade perdeu o palanque (na foto à esquerda), que era reservado para os momentos políticos e outros eventos do município e ganhou um ginásio de esportes e um recanto das artes (na foto à direita), reservados para a prática esportiva e cultural, respectivamente.
           
Nesse mesmo período, o Brasil passou por uma reconfiguração política, pois através da emenda constitucional Nº 16 de 1997 foi aprovado no país a reeleição para os cargos de presidente e vice, que passou a ser permitida apenas uma vez para um mandato subsequente e sem restrição para um pleito não-consecutivo.
            Com isso, na eleição presidencial de 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso concorreu à chefia do executivo federal, disputando-a com mais onze candidatos e saiu vitorioso ainda no primeiro turno no dia 04 de outubro daquele mesmo ano.

A OITAVA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE CARNAUBAIS

No dia 03 de outubro de 1996 houve a oitava eleição municipal de Carnaubais que contou com duas chapas. Pela situação e com o apoio do então prefeito Zenildo Batista, concorreu o ex-prefeito Nelson Gregório que apontou como vice George Filadelfo de Lucena e pela oposição concorreu Luiz Cavalcante (Luizinho) que apontou como vice Maria das Chagas Pereira (Chaguinha).

            A chapa da situação foi a vitoriosa. No dia 1º de Janeiro de 1997 Nelson Gregório e George Filadelfo foram empossados e governaram Carnaubais até o dia 31 de dezembro de 2000. Nelson (na foto à esquerda) foi o nono prefeito de Carnaubais, o oitavo eleito pelo povo, o quinto a governar na cidade nova e o segundo a ser eleito para um segundo mandato.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DIMINUIÇÃO DE TERRITÓRIO

Quando Carnaubais foi emancipada em 18 de setembro de 1963, ficou com uma área de 1.102 km², fazendo fronteira com Macau ao norte, Assu ao Sul, Alto do Rodrigues e Pendências ao leste e Areia Branca a oeste. Mas depois da emancipação de algumas cidades, o território carnaubaense diminuiu.
Em 13 de maio de 1988, seis meses antes da sexta eleição municipal de Carnaubais, o ex-governador Cortês Pereira, conseguiu emancipar Serra do Mel. Com a criação dessa nova cidade, a terra dos carnaubais perdeu 350 km² para ela, ficando com o território de 752 km².
Depois, em 28 de dezembro de 1995, no penúltimo ano da primeira gestão de Zenildo Batista, houve mais uma perda. Um Projeto de Lei do então deputado estadual Ronaldo Soares conseguiu aprovação na Assembleia Legislativa Estadual concedendo emancipação política a Porto do Mangue que pertencia a Carnaubais. Assim, o território carnaubaense perdeu mais 164 km², restando-lhe uma área de 588km².
Com essas mudanças, a geografia carnaubaense foi alterada e a cidade passou a ter novo mapa (na imagem à direita). Carnaubais passou a ter novos limites. Ao leste e ao sul continuou do mesmo jeito, no primeiro caso fazendo fronteira com Alto do Rodrigues e Pendências e no segundo com Assu, respectivamente. Mas os limites do norte e do oeste mudaram. Enquanto no antigo mapa (na foto à esquerda), a fronteira ao oeste era com Areia Branca, passou desde 1988 a fazer fronteira a oeste com Serra do Mel. E enquanto antes ao norte fazia fronteira com Macau, passou desde 1995 a fazer fronteira ao norte com Porto do Mangue.

Posteriormente, Carnaubais sofreria mais uma perda territorial, mas isso será abordado em outra postagem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

NOTA HISTÓRICA: EM CARNAUBAIS, 8º PREFEITO, NO BRASIL, ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ECONÔMICA

Enquanto em Carnaubais estava acontecendo a gestão do seu oitavo prefeito, Zenildo Batista de Souza, no Brasil houve o plebiscito de 1993, o plano real e as eleições de 1994.

No dia 21 de abril de 1993, três meses e vinte dias depois da posse do oitavo prefeito de Carnaubais, Zenildo Batista, a população brasileira foi para as urnas votar em um plebiscito, instituído pela constituição federal de 1988, para a escolha entre a forma de governo, se continuaria com a república ou adotaria uma monarquia constitucional e o sistema de governo, se continuaria com o presidencialismo ou se adotaria o parlamentarismo. O povo optou por continuar com a república e o presidencialismo como forma de governo e sistema de governo, respectivamente.

Em 1994, durante o governo do presidente Itamar Franco, foi elaborado o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República: o Plano Real. Montado pelo seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e anunciado em 28 de fevereiro do mesmo ano, o plano visava criar uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real. Desta forma, cada URV correspondia a US$ 1. Posteriormente a URV veio a ser denominada “Real”, a nova moeda brasileira. O Plano Real foi eficiente, já que proporcionou o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação.

Para assegurar a estabilidade da nova moeda, o governo interveio na economia estabelecendo uma política de juros elevada. Com isso, a economia brasileira ganhava a capacidade de atrair capitais estrangeiros sem maiores dificuldades. Apesar de arriscado, esse modelo de desenvolvimento da economia conseguiu captar recursos e combater a inflação em um curto prazo de tempo. Uma nova esperança era injetada em amplas camadas da população. 

O grande mérito do Plano Real foi sanar as contas públicas cortando gastos supérfluos do estado criando, ainda, um fundo para onde o dinheiro que estava sendo desperdiçado pela administração deveria ser colocado. Para enxugar os gastos, o governo começou a privatizar algumas empresas estatais. Algumas destas são questionadas até o dia de hoje pelo fato de terem sido vendidas por preços bem abaixo do mercado.
No dia 03 de outubro de 1994, nove meses após a posse de Zenildo Batista, foram realizadas as eleições para presidente do Brasil. Essa foi a segunda eleição direta após o regime militar e contou com nove candidatos. O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, então ministro da fazenda no governo de Itamar Franco e autor do plano real, venceu no primeiro turno o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva e se tornou o 34º presidente do Brasil.
Assim, enquanto Carnaubais continuava vivenciando a gestão do oitavo prefeito, o país se encontrava em processo de organização política e econômica, com o plebiscito de 1993 que garantiu a continuidade da república e do presidencialismo, com o plano real que venceu a hiperinflação e com a segunda eleição direta após o regime militar.